O SANTO QUE OFERECEU UMA MAÇÃ À NOSSA SENHORA
7-4 - Beato Germano José
Padroeiro dos noviços e dos que buscam a perseverança na vida religiosa
A vida de Germano José é uma prova eloquente do amor que Maria Santíssima vota a meninos, que conservam puro seu coração e lhe têm devoção filial.
Germano José nasceu em Colônia, cidade antiga da Alemanha, célebre pelo espírito religioso que nela sempre reinou. O pai de Germano José, um dos cidadãos mais considerados e abastados de Colônia, nas repetidas vezes e contratempos fizeram com que caísse em grande pobreza. No entanto não descuidou da educação de seu filhinho.
Germano José foi um daqueles meninos, que desde a mais tenra infância parecem trazer em si o sinal de uma predestinação à santidade. Na idade de estudar, frequentou a escola e entre os numerosos alunos era ele o mais exemplar. Com muito cuidado fugia dos companheiros que em palavras e proceder manifestavam má educação e má índole.
Tanto mais vezes procurava a igreja onde, ao pé do altar da Santíssima Virgem, ficava em doces colóquios com aquela a quem venerava como sua mãe. Encantador era o modo com que a criança de seis anos apenas conversava com Maria Santíssima. Certa vez trouxe-lhe uma maçã, e com a simplicidade de uma criança inocente pediu a sua divina Mãe que a aceitasse. De fato a imagem de N. Senhora se moveu, estendeu a mão para receber a singela oferta.
Desde aquele dia estabeleceu-se entre a Mãe de Jesus e o pequeno Germano José uma amizade profunda como entre mãe e filho. Maria falava com a criança e esta procurava sua mãe, deliciando-se com ela em cordial e encantadora conversa.
Quando num dia feriado conforme seu costume foi à igreja para falar com sua mãe, viu a Rainha do céu rodeada de grande esplendor, tendo ao seu lado S. João que brincava com o Menino Jesus. Germano José, vendo aquela cena, de longe a contemplou com doce enleio. A Mãe de Deus chamou-o perto de si e disse-lhe: «Vem cá, Germano José». Mais que depressa o menino subiu os degraus do presbitério, mas o gradil fechado impediu-lhe a entrada. «Eu não posso subir», disse Germano José à Maria Santíssima, «a porta está fechada e não há escada aqui para eu trepar».
Maria convidou-o para que do gradil mesmo viesse escalar e subisse sem temor; ela mesma lhe ajudaria. Germano José transpôs o gradil com alguma dificuldade e, no descer, ao passar pelas pontas agudas que em cima havia, se feriu um pouco no peito. A ferida era insignificante, mas doía. Tendo assim penetrado no coro, Maria Santíssima deu-lhe licença de brincar com o Menino Jesus. Se bem que com algum acanhamento, Germano José pôs-se a divertir com o divino infante, e Maria os acompanhava com seu doce olhar maternal. Passou-se assim o dia todo e, quando veio a tarde, Maria, a doce mãe, ajudou ao pequeno a ganhar de novo o alto gradil, por onde chegou ao corpo da Igreja. Germano José confessou que nunca sentiu maior satisfação que naquele dia.
Num dia de inverno o pequeno Santo dirigiu-se descalço à igreja e, tirando do frio, fazia suas orações no altar de sua Mãe. Esta o perguntou: «Germano José, por que andas descalço neste frio?» O menino respondeu: «Não tenho calçados». Então Maria Santíssima disse-lhe apontando numa pedra: «Olha aquela pedra! Vai lá e encontrarás o dinheiro para comprar um par de sapatos». A criança obedeceu e achou o dinheiro prometido. Jubilosos trouxe-o para Maria Santíssima o ver. Sua benfeitora acrescentou então: «Germano, todas as vezes que precisares de dinheiro para tuas necessidades procura a pedra e acharás sempre o necessário».
Germano José teve assim por muito tempo o que seu pobre pai não lhe podia fornecer. A fonte de renda era impossível que ficasse oculta. Os companheiros de Germano José, descobrindo seu segredo, foram também procurar aquela pedra, mas nada acharam. Os bollandistas referem outros fatos ainda mais extraordinários na vida de Germano José.
Tendo doze anos, Germano José entrou no convento dos Premonstratenses em Steinfeld e a muito pedido seu foi aceito na comunidade como noviço. Trabalhos e estudo tomavam seu tempo de tal forma que quase não lhe ficava um minuto para suas devoções particulares, o que muito o entristecia. Sua divina mãe lhe apareceu e o consolou com estas palavras: «Não te esqueças, Germano José, melhor não poderás servir a meu Filho e a mim do que fazendo os teus trabalhos na santa obediência e servindo a teus irmãos com muita caridade». Daí em diante reinavam como dantes alegria e satisfação no coração de Germano José.
Pouco tempo depois desta visão os superiores incumbiram a Germano José dos trabalhos da sacristia. Como sacristão teve ele muito tempo para dedicar-se à oração e estar com sua divina Mãe. As comunicações entre Maria e Germano José foram tão frequentes que dificilmente poder-se-á encontrar um Santo que tivesse sido tão privilegiado por Maria Santíssima como o jovem premonstratense.
As visões eram quase cotidianas. Também Germano José não perdia ocasião de cantar os louvores a Maria Santíssima e honrar sua divina Mãe. Em virtude desta devoção terníssima os religiosos chamaram seu jovem companheiro de José, quando seu nome de casa era só Germano. Julgando-se indigno de levar este nome, foi preciso Maria Santíssima o tranquilizar e lhe ordenar que aceitasse o nome de José. Esta circunstância fez-lhe amar ainda mais a sua santa Mãe.
Não teria sido ele bom filho de Maria, se não tivesse havido uma devoção sincera e ardente ao Santíssimo Sacramento. Frequentes vezes de dia e de noite visitava a Jesus na igreja. Raras vezes celebrava a santa missa sem derramar lágrimas de comoção e muitas vezes foi observado que, rodeado de grande luz, permanecia no altar arrebatado em doce êxtase.
Apesar de tão privilegiado e cumulado de provas da predileção da parte de Deus e de Maria Santíssima, Germano José conservou sempre a mais edificante humildade. Se bem que nunca tivesse manchado sua alma com um pecado mortal, sua vida era uma contínua prática de penitência. Deus permitiu também que seu servo fosse atormentado pelas mais terríveis tentações e sujeito a dores fortíssimas. Germano José levou esta cruz com coragem e resignação na vontade de Deus.
No longe de Steinfeld havia um convento de religiosas, as quais pediram ao superior de Germano José que o mandasse para durante a quaresma fazer o serviço religioso no convento. O superior não quis dar a pedida licença e a comunidade mostrou-se também contrária à vontade das Irmãs. Germano José pediu pessoalmente ao abade que atendesse às religiosas porque era esta a vontade de Deus e obteve a permissão.
Quando entrou no convento das freiras, designou com sua bengala um lugar no chão, dizendo: «Aqui me haveis de sepultar». Embora ninguém supusesse que estas palavras tivessem cumprimento, os acontecimentos que se seguiram não deixaram dúvida que Germano José soube o tempo e o lugar do seu trânsito. Pouco tempo depois foi acometido de doença grave e morreu em 7 de abril de 1236. Antes de entregar sua alma a Deus, teve uma visão que muito consolo lhe trouxe.
Seu corpo foi de fato enterrado no lugar que Germano José semanas antes tinha indicado; mas como os religiosos do seu convento o reclamassem, as Irmãs tiveram de o entregar, o que se resolveu só depois de terem recebido ordem terminante do Bispo neste sentido. A exumação teve lugar na terça-feira depois de Pentecostes e geral foi a grande surpresa quando, ao tirar o caixão com os restos mortais do santo religioso, encontraram seu corpo intacto, sem o menor sinal de decomposição, o que era de se admirar tanto mais, porque o lugar, onde tinha achado seu primeiro repouso, era bastante úmido. Muitos milagres foram observados que Deus se dignou de fazer, glorificando o túmulo do seu santo servo. Entre estes mencionam os biógrafos a cura de diversas doenças e a ressurreição de alguns mortos.
REFLEXÕES
O Bem-aventurado Germano José afligia-se quando as obrigações de seu cargo não lhe davam o tempo que desejava para rezar. Maria Santíssima, porém, consolou-o, dizendo-lhe que o trabalho feito por obediência é sumamente agradável a Deus. Esta verdade não é menos consoladora para todos aqueles que procuram servir a Deus numa vida trabalhosa, que poucos minutos lhes dá para rezar. Todos eles saibam que o trabalho obrigatório, feito na reta intenção de servir a Deus, vale mais do que dias inteiros passados em orações, se bem que isto mais talvez lhes agrade. «Tudo por amor de Deus»; «tudo pela maior honra e glória de Deus»; «tudo por vós, Sagrado Coração de Jesus», deve ser a intenção predominante em todos os nossos trabalhos. Desta maneira nosso trabalho se transforma em oração, e dela terá o merecimento.
Milagres
Diversos
milagres são atribuídos à intercessão do Beato Germano José,
especialmente graças relacionadas à pureza de coração e à
perseverança na vida religiosa. Muitos noviços e religiosos que
recorreram a ele obtiveram auxílio em momentos de provação
espiritual, além de curas e consolações em enfermidades. Sua
intercessão é particularmente invocada por aqueles que desejam
permanecer fiéis às promessas feitas a Deus.
Frase
marcante do santo
“Ó
Maria, sede para mim Mãe e Senhora, e guardai meu coração para
Deus.”
Exemplo
para a Igreja doméstica
O
Beato Germano José ensina que a santidade começa na juventude e
floresce na fidelidade às pequenas coisas. Na Igreja doméstica, seu
exemplo convida à pureza de vida, à devoção filial à Virgem
Maria e à constância na oração diária. Ele mostra que uma vida
simples, vivida com amor e fidelidade, agrada profundamente a Deus.
Oração
Ó
Deus, que concedestes ao Beato Germano José uma pureza de coração
admirável e um amor ardente à Virgem Maria, concedei-nos, por sua
intercessão, a graça de viver na inocência e na fidelidade,
buscando sempre a vossa vontade. Fazei que, protegidos pela
Santíssima Virgem, perseveremos até o fim no vosso serviço. Por
Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Reflexão espiritual
A pureza de coração é um tesouro precioso que deve ser guardado com vigilância e oração.
A devoção sincera à Virgem Maria conduz a alma com segurança até Deus.
A perseverança nas pequenas fidelidades diárias constrói uma vida de santidade.
Pequena
prática devocional familiar
Rezar
em família uma Ave-Maria pedindo à Santíssima Virgem a graça da
pureza de coração e da fidelidade a Deus, oferecendo especialmente
essa oração pelos jovens e pelas vocações.
Paróquia Sagrada Face de Tours: se preparando para o Fim.
- Liturgia das Horas com estudo bíblico:
todo dia às 6h, 12h, 18h e 21:30h
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Prof. Emílio Carlos
Pároco Leigo da Paróquia Sagrada Face de Tours
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