O QUE ELE VIU NO DIA DA ORDENAÇÃO MUDOU SUA VIDA - 8-2
8-2 - São João da Malta
Religioso
Padroeiro dos doentes e dos pobres assistidos pela Ordem de Malta
São João da Malta, também conhecido como João de Mata, nasceu por volta do ano de 1160, na Provença, sul da França. Desde jovem demonstrou inclinação para os estudos e para a vida espiritual. Ordenado sacerdote, distinguiu-se pela piedade, pela ciência e pela caridade para com os necessitados.
Durante a celebração de sua primeira Missa, recebeu uma luz particular que marcaria toda a sua missão. Ele viu um Anjo com uma túnica branca, e no peito uma cruz nas cores azul e vermelha; o Anjo segurava pelas mãos dois cativos, um cristão e um mouro, em atitude de troca de prisioneiros. Era o sinal da obra que Deus lhe confiava: trabalhar pela libertação dos prisioneiros.
Com esse propósito, fundou a Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos, conhecida posteriormente como Ordem Trinitária. Seu carisma consistia em resgatar cristãos feitos escravos em terras muçulmanas, oferecendo inclusive a própria vida, se necessário, para libertá-los.
São João percorreu várias regiões da Europa buscando apoio para sua obra. Foi recebido e aprovado pelo Papa Inocêncio III, que reconheceu oficialmente a nova Ordem. Seus religiosos, marcados pelo hábito branco com cruz azul e vermelha, tornaram-se sinal visível da caridade redentora da Igreja.
Aprovada sua obra, João foi nomeado primeiro Geral da Ordem. O Bispo de Paris, junto com o Abade de São Vítor, foram incumbidos da elaboração da Regra, que teve a aprovação pontifícia em 1198.
João construiu o novo convento em Cerfroid. A afluência de jovens a esta nova instituição era considerável, e João deu-lhes um novo superior na pessoa de Félix de Valois. Não conseguindo ele mesmo o consentimento do Papa para trabalhar no meio dos infiéis, em breve mandou seus primeiros missionários. Dois deles libertaram cento e oitenta e seis cristãos, que foram em triunfo levados a Paris.
Este brilhante resultado despertou de tal forma o entusiasmo de João de Matha que renovou seu pedido perante o Papa para que lhe fosse permitida a viagem à África. Desta vez, mais bem-sucedido, partiu imediatamente para a África, onde resgatou grande número de cristãos. Em 1210 fez sua segunda viagem a Túnis, e grandes foram os tormentos e provações a que os maometanos o sujeitaram.
Seu zelo lhe granjeou um ódio mortal dos infiéis, que de tal modo o maltrataram que o deixaram meio morto, banhado em sangue, nas ruas de Túnis. Neste seu martírio, João julgava-se feliz por poder sofrer pela causa de Deus. Logo que recobrou as forças, reuniu todos os cristãos resgatados e embarcou-os num navio que os devia levar a Roma.
Os bárbaros, porém, foram ao seu encalce, apoderaram-se do navio, quebraram-lhe o leme, retiraram o mastro, rasgaram as velas, tudo isto para impossibilitar o desembarque dos cristãos. João, porém, não se deixou intimidar. Cheio de confiança em Deus, substituiu as velas pelo seu manto, tomou o Crucifixo e pediu a Deus que dirigisse o navio. Maravilhoso efeito produziu este recurso inspirado pela fé.
Em poucos dias, o navio, contra toda expectativa, chegou a Óstia.
Nos últimos anos de sua vida, João percorreu a Itália, França e Espanha, despertando por toda parte um vivo interesse pela triste sorte dos cristãos na África. Deus moveu os corações dos ricos, que concorreram com avultadas somas para a realização de uma obra tão generosa e cristã como era a libertação dos cristãos das mãos dos maometanos. A Ordem desenvolveu-se rapidamente, e tornou-se necessária a construção de novos conventos.
João, outra vez chamado pelo Papa a Roma, lá foi incansável no serviço da caridade. Deus abençoou seu apostolado de tal modo que milhares de pecadores, entre eles os mais contumazes, se converteram a uma vida exemplar.
João de Matha morreu em 1213, na idade de 61 anos, tendo a consolação de ver sua Ordem espalhada e conhecida em todo o mundo. Seu corpo foi depositado na igreja de seu convento em Roma e, mais tarde, transladado para a Espanha. Canonizado por Inocêncio XI, sua festa foi marcada para o dia 8 de fevereiro.
Milagres
A tradição da Ordem Trinitária conserva numerosos relatos de graças e prodígios obtidos por intercessão de São João da Malta. Ainda em vida, sua confiança absoluta na Providência movia corações e abria caminhos inesperados para a libertação de cativos. Muitas vezes, quando os recursos pareciam insuficientes para pagar o resgate, surgiam auxílios inesperados.
Após sua morte, multiplicaram-se as graças alcançadas por aqueles que recorriam à sua intercessão, sobretudo em situações de opressão, cárcere moral ou físico e escravidões espirituais. Sua obra permaneceu como milagre vivo da caridade organizada pela fé.
Frase marcante do santo
“Nos cativos, é o próprio Cristo que espera nossa caridade.”
Exemplo para a Igreja doméstica
São João da Malta ensina que a caridade cristã deve ser concreta e sacrificial. A família cristã pode viver esse espírito libertador ajudando os que estão “cativos” de sofrimentos, vícios, solidão ou miséria espiritual.
A Igreja doméstica torna-se redentora quando assume pequenas renúncias para socorrer quem precisa, quando reza pelos perseguidos e quando educa os filhos no espírito de compaixão ativa.
Oração
Ó São João da Malta,
servo fiel da Santíssima Trindade,
que dedicastes vossa vida à libertação dos cativos,
olhai por nossas famílias.
Libertai-nos das cadeias do pecado,
das paixões desordenadas
e de toda escravidão espiritual.
Ensinai-nos a reconhecer Cristo
nos que sofrem e necessitam de auxílio.
Amém.
Reflexão espiritual
1. A pior escravidão é a do pecado; a verdadeira libertação começa na alma.
2. A caridade cristã exige sacrifício e generosidade concreta.
3. Quem vive unido à Santíssima Trindade torna-se instrumento de libertação para os outros.
Pequena prática devocional familiar
Escolher uma intenção concreta de libertação:
– rezar por cristãos perseguidos;
– ajudar uma família necessitada;
– oferecer um pequeno sacrifício pela conversão de alguém preso a um vício.
Se possível, rezar juntos o Glória, pedindo que o lar seja lugar de liberdade interior e serviço generoso.
Paróquia Sagrada Face de Tours: a paróquia espiritual das igrejas domésticas
Unida espiritualmente à São Bento XVI
Canal no youtube: www.capeladasagradaface.com.br
Reze com a paróquia das igrejas domésticas.
- Terço da Misericórdia: 14:50h
- Liturgia das Horas: 6h - 12h - 18h - 21:30h
- Exorcismo de São Miguel: 3h e 6:30h
- Terço da Sagrada Face: meia-noite
- Terços e orações: às 7h e 21h
Paróquia Sagrada Face de Tours: o dia todo rezando com você
Uma paróquia de leigos para leigos, criada por Nosso Senhor.
Prof. Emílio Carlos
Pároco Leigo



Comentários
Postar um comentário
Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.