SERMÃO DE DOMINGO: QUANDO O MUNDO VIROU AS COSTAS À NOSSA SENHORA


SERMÃO DE DOMINGO: QUANDO O MUNDO VIROU AS COSTAS À NOSSA SENHORA
Há momentos na história em que Deus permite que a humanidade enxergue, com dor, o preço de ter abandonado a Sua Mãe. La Salette — esse monte silencioso, isolado — tornou-se palco de uma das advertências mais graves já dadas ao mundo. Ali, Nossa Senhora apareceu com lágrimas correndo pelo rosto. Lágrimas de Mãe. Lágrimas de quem vê os filhos caminharem para o precipício.
E o que Ela disse?
“Há quanto tempo eu sofro por vós! Se quiserdes ouvir-Me, não sereis castigados.”
E ainda: “Eu tenho segurado o braço de Meu Filho; Ele já está tão pesado que não posso mais segurá-Lo.”

A Mãe, sozinha, segurando a justiça divina. A Mãe interceptando castigos. A Mãe implorando ao Filho misericórdia. Sim, meus filhos, Nossa Senhora sempre foi o escudo que nos protegeu de nós mesmos. 

Mas o que fez a humanidade?
Virou-Lhe as costas.
Desprezou Sua mediação. Ridicularizou Suas aparições. Desonrou Seu nome. Arrancou-Lhe o título de Medianeira, de Corredentora, de Rainha. Trocou o rosário por telas luminosas, a devoção por distrações, o silêncio da oração pelo ruído incessante da soberba moderna.

E agora… agora colhemos o que semeamos.
Não é preciso ser profeta para perceber: o mundo entrou numa marcha acelerada rumo ao Fim. Cada dia surge uma nova ameaça, uma nova convulsão, uma nova violência. Epidemias, doenças estranhas, ideologias que corroem a família, nações enfrentando-se com ódio crescente, governos tomados por agentes da revolução — tudo converge para um tempo de confusão como nunca se viu.
Isso nos lembra, meus filhos, uma profecia gravíssima feita por Nosso Senhor à Venerável Irmã Maria de São Pedro, no século XIX, carmelita de Tours. Jesus lhe advertiu que enviaria castigos à terra — e que o primeiro castigo viria pelas mãos dos revolucionários. Não espíritos invisíveis, não anjos exterminadores: mas homens, movidos por ideologias ímpias, por ódio ao sobrenatural, por repulsa ao nome de Deus.

Não é exatamente isso que vemos hoje?
Não são esses os agentes que promovem violência, destruição moral, perseguição aos que ainda ousam dobrar os joelhos?
Ah, meus filhos… não se iludam: caminhamos para o fim.
Entramos nos tempos descritos desde La Salette até Fátima, e isso só não vê quem não quer ver.
Porque a Mãe advertiu.
A Mãe chorou.
A Mãe implorou.
Mas o mundo decidiu ignorá-La.
E quando o mundo fecha o coração para aquela que segura o braço da justiça… Deus permite que vejamos, finalmente, o peso desse braço.

Mas — e aqui está a chama que não se apaga — Nossa Senhora não abandona Seus filhos fiéis. Em La Salette, depois de tantas advertências, Ela também fez um apelo de amor, um apelo para este tempo, para hoje:
“Eu faço um apelo a meus filhos fiéis, aos que são entregues a Deus, aos que sofrem por causa de mim… Lutai, filhos da luz, porque são poucos os que a enxergam.”
Filhos da luz.
Poucos, mas firmes.
Poucos, mas de joelhos.
Poucos, mas com o rosário na mão, com o coração em penitência e com a alma de pé.
Sim, meus filhos: este é o tempo de lutar.
Não com armas,
não com fúria,
mas com oração, penitência, pureza, conversão, confiança em Nossa Senhora.
Porque se o mundo virou as costas à Mãe… nós não viraremos.
Não agora.
Não jamais.
Apegai-vos ao rosário.
Apegai-vos à Mãe que ainda hoje segura, com esforço e amor, o braço de Seu Filho.
E enquanto o mundo desmorona, nós nos colocamos sob o Seu manto, esperando — confiantes — que a mesma Mãe que advertiu também nos conduzirá, com segurança, ao triunfo do Imaculado Coração.
Amém.

Paróquia Sagrada Face de Tours:

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Paróquia Sagrada Face de Tours: o dia todo rezando com você

Uma paróquia de leigos para leigos, criada por Nosso Senhor.

Prof. Emílio Carlos

Pároco Leigo



 

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