O SANTO QUE DEMOROU PARA ENCONTRAR JESUS

 


O SANTO QUE DEMOROU PARA ENCONTRAR JESUS
28 de Agosto – Santo Agostinho

Padroeiro dos teólogos, editores e dos que buscam a conversão

Versículo da Escritura
“Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim.” (Gl 2,20)

Resumo da Vida
Santo Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, no ano de 354. Filho de Patrício, pagão, e de Santa Mônica, cristã fervorosa, cresceu num lar dividido entre o mundo e a fé. Dotado de grande inteligência e coração inquieto, buscou a verdade nos prazeres, nas filosofias pagãs e até mesmo em heresias como o maniqueísmo. Contudo, nada o saciava.
O encontro decisivo com a graça de Deus deu-se em Milão, quando conheceu Santo Ambrósio e ouviu sua pregação. Movido também pelas lágrimas e orações de sua mãe, Agostinho se converteu em 386, aos 32 anos, após ouvir a voz interior que lhe dizia: “Toma e lê”. Abrindo as Escrituras, encontrou a passagem de Romanos 13,13-14, que lhe cortou o coração e transformou sua vida:
“Com­por­temo-nos honestamente, como em pleno dia: nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de ciúmes. Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais caso da carne nem lhe satisfaçais aos apetites”
Recebeu o batismo das mãos de Santo Ambrósio na Vigília Pascal de 387, ao lado de seu filho Adeodato. Depois, retornou à África, fundou uma comunidade de vida monástica e, mais tarde, foi ordenado sacerdote e bispo de Hipona, onde combateu heresias como o donatismo e o pelagianismo. Foi um dos maiores Doutores da Igreja, cujas obras — como as Confissões e A Cidade de Deus — continuam a iluminar a fé católica.

Experiências Místicas
Santo Agostinho, além de grande intelectual, foi também místico:
    • Visão da hóstia com Santa Mônica: pouco antes da morte de sua mãe, ambos contemplaram juntos, em êxtase, “as realidades eternas”, experimentando uma antecipação da bem-aventurança celeste.
    • Conversão interior mística: a voz “Tolle et lege” não foi apenas um conselho, mas uma intervenção sobrenatural direta de Deus.
    • Profunda experiência da graça: em suas Confissões, descreve momentos de lágrimas, abandono, e consolação mística em que sentia o Espírito Santo transformar sua alma.
    • Êxtases na oração: como bispo, foi várias vezes arrebatado em oração, sobretudo meditando sobre o mistério da Trindade e sobre a eternidade de Deus.

Exemplo para a Igreja Doméstica
A vida de Santo Agostinho mostra que nenhuma alma está perdida se houver oração, lágrimas e perseverança, como fez Santa Mônica por seu filho. Hoje, em meio à Grande Apostasia e à tentação de abandonar a fé, a Igreja Doméstica deve imitar Mônica e Agostinho: pais e mães perseverando em oração por seus filhos, e filhos voltando-se para Deus apesar das seduções do mundo.
Assim como Agostinho, muitos católicos precisam hoje se converter de uma vida morna ou mundana para uma vida de fé ardente, sustentada pela oração, penitência e estudo da doutrina.

Oração
Santo Agostinho, doutor da graça, vós que provastes as seduções do mundo, mas fostes arrebatado pelo amor de Cristo, intercedei por nossas famílias. Ajudai-nos a buscar sempre a verdade, a viver da graça e a permanecer fiéis à Igreja, mesmo em meio às perseguições e à apostasia. Que, por vossa intercessão, nossos corações se convertam totalmente a Deus. Amém.

Meditação para o Dia
“Fizeste-nos para Ti, Senhor, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousa em Ti.”
— Santo Agostinho, Confissões

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Prof. Emílio Carlos

Pároco Leigo



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